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Covas do Monte – Aldeia de Xisto

Covas do Monte – Aldeia de Xisto

Do alto da serra de S. Macário avista-se, bem lá ao fundo, a pequena aldeia de xisto, Covas do Monte. A paisagem é deslumbrante como se pode verificar através da imagem em destaque. A descida até à aldeia através do serpenteado dos caminhos, é simplesmente estonteante. Quando lá chegamos podemos ouvir o tilintar dos chocalhos e o chamamento dos pastores que ecoam pela serra. Ali habitam cerca de 30 pessoas que se dedicam fundamentalmente à agricultura e pastorícia. Em tempos, os rebanhos de cabras atingiam cerca de duas mil e quinhentas cabeças. Infelizmente nesta altura este numero é mais reduzido, devido ao envelhecimento da população e à falta de incentivos por parte do estado. O lobo, devido à proteção da espécie, existe agora em maior quantidade e dizima grande parte destes rebanhos, tornando esta criação pouco lucrativa.

Banho Santo – S. Bartolomeu do Mar

Banho Santo – S. Bartolomeu do Mar

O banho Santo é um ritual religioso popular, onde centenas de crianças tomam parte em São Bartolomeu do Mar, Esposende, na tentativa de curar os seus medos, tais como o de “estar sozinho à noite, no escuro”, afastar más influências e “esconjurar todas as doenças e malefícios do diabo”. Esta tradição tem lugar no dia 24 de Agosto durante a celebração da Festa de São Bartolomeu.

No ritual, a criança é agarrada pelo “banheiro” ou sargaceiro da freguesia, com seus trajes característicos, que as emerge num número de ondas ímpar, sendo em regra três, com o objectivo de a livrar de inúmeras maleitas enviadas pelo Diabo, tais como o medo, a gaguez e a epilepsia, que são as mais populares, entre muitas outras.

Nesse rito, a criança era tomada no braço e mergulhada no meio das ondas, sendo-lhe feita o sinal da cruz e mergulhando-lhe a cabeça nas ondas, depois o seu corpo, sem recitar qualquer palavra ou oração. A água que lhe escorre é limpa da cara e volta-se a repetir o “banho”.

Uma vez dado o “banho” a criança é entregue aos pais ou familiares na areia, onde é dada uma recompensa, esmola, ao banheiro.[1]

Nesse dia, os populares juntam-se aos milhares na praia, com roupa de domingo e fazem uma refeição ritual confeccionada à base de galinha preta. Também faz parte do ritual a oferta de uma galinha preta que é oferecida ao santo e deixada na sacristia.[2]

“Segundo a lenda, todos os anos, no dia 24 de Agosto, o diabo – simbolizado num cão atrelado à imagem de S. Bartolomeu – anda à solta, só voltando ao mar quando anoitece. Por isso, durante o dia, as crianças tomam banho nas águas ‘puras’ e, sobretudo, gélidas do Atlântico a fim de ser curadas de males como medo, gaguez ou epilepsia.

Além disso, crianças e adultos pegam numa galinha preta ao colo, dão três voltas à igreja de S. Bartolomeu e passam – também três vezes – por baixo do andor florido que se encontra no interior do templo e que à tarde, com o cão atrelado, vai na procissão até à areia, onde é feito o sermão, perante milhares de pessoas que aproveitam para gozar um dia de praia.

Origem: Wikipédia

“Fafião, memórias de um tempo” Exposição fotográfica

“Fafião, memórias de um tempo” Exposição fotográfica

“Memórias de um tempo” será um testemunho na história de Fafião e um tributo às suas gentes.
Aqui ficará um registo permanente do tempo presente, desta bonita aldeia e do seu povo.
Presume-se que muitas das tradições aqui bem vincadas darão lugar daqui a uns anos, a um vazio na nossa identidade na nossa cultura.

Aos poucos vamos perdendo aquilo que é realmente nosso e que nos identifica enquanto portugueses. Daí a importância destas imagens documentais. 

 

“Fafião, memórias de um tempo” Abertura da Exposição fotográfica

“Fafião, memórias de um tempo” Abertura da Exposição fotográfica

Quero agradecer a presença em massa dos fafiotos. A maior recompensa de todo este trabalho desenvolvido ao longo de um ano, foi ver a satisfação desenhada em seus rostos ao se verem aqui retratados.
Um agradecimento também pela presença e todo o apoio do Sr. Presidente dos Ecomuseus de Barroso, do Sr. Presidente da Associação Vezeira de Fafião,
do Sr. Presidente da Junta de Cabril, do Júlio Marques, responsávél pelo Polo do Ecomuseu de Fafião, comunicação social, dos fafiotos, da família, amigos e demais pessoas.
Armando Jorge

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